Normalmente as pessoas costumam separar assuntos sociais e morais de assuntos econômicos, mas nem sempre essa conjuntura funciona como deve, às vezes, essas áreas se convergem para um mesmo ponto, como nesse caso. Vale lembrar também que machismo não é aquilo que você aprende na mídia ou no MEC, machismo não é E NUNCA FOI agressão à mulher, mas modos masculinos, macheza.

Socialistas de todos os tipos: marxistas, pós-modernistas, proudhonistas, frankfutianos, fabianos, sociais-democratas e afins, por mais que tenham divergência enormes entre si e que alguns sejam tolerante a economia de mercado, uma coisa eles tem em comum: a aversão ao capitalismo e ao livre mercado -na figura do pequeno empreendedor- e consequentemente uma aversão ao espírito desbravador, aquela mentalidade de coragem e responsabilidade que toma a frente em situações difíceis, aversão também à prosperidade que isso trás. Por isso o movimento feminista -cria de todas ideologias acima- odeia e reprova com veemência todo comportamento masculino por parte dos homens, pois, machismo e empreendedorismo estão interligados por laços históricos e sociais. E para entendermos, de fato, esses laços é necessária uma viagem no tempo:

Ha aproximadamente 2,5 milhões de anos atrás iniciava-se a idade da pedra. No período chamado Paleolítico (ou Idade da Pedra Lascada), o sistema econômico vigente era de caça-coleta, os homens iam para a caça enquanto as mulheres ficavam em suas cavernas cuidando de sua prole; coragem, força, intrepidez e responsabilidade eram essenciais para a perpetuação da espécie, assim os papéis de gênero se definiram ao longo dos tempos.images-2 Mulheres como mães tinham mais facilidade e habilidade para atividades caseiras, enquanto os homens eram guerreiros natos, pois, foram selecionados pela natureza dessa forma; os fracos morreriam nas caças e somente os fortes poderiam alimentar e proteger sua família, logo, somente grupos baseados nesse sistema de organização familiar e social sobreviveriam e evoluiriam com sucesso.  No período subsequente, o Neolítico (ou Idade da Pedra Polida), no qual ocorre a revolução para o sistema econômico produtivo e sedentário: agricultura e pecuária. E novamente o homem fica responsável pelas atividades de caça, mas agora também fica responsável pela pesca, pecuária e agricultura. Enquanto a mulher é encarregada da criação dos filhos e serviços do lar.

  • OBS.: É importante frisar que a motivação dos homens fazerem tais coisas e se arriscarem de tal forma sempre foi em prol de suas parceiras e filhos, e isso significava a continuação da espécie por mais uma geração, o machismo é oriundo dessa era. Onde era necessário que a força de vontade e impulso -proveniente da libido masculina- se fizesse presente para a sobrevivência da raça humana, segundo Sigmund Freud em suas obras “Além do Princípio do Prazer” (1920) e “Psicologia das Massas e Análise do Eu” (1921)images-4 definindo a libido como sendo a “energia de tais instintos, que tem a ver com tudo o que pode ser resumido como o amor.”  Ou seja, o machismo e os valores e instintos masculinos se baseiam no amor à sua família -incluindo à sua mulher- e não na opressão contra ela. Tendo como fruto de tal libido a prosperidade civilizacional atual. Por esse motivo também, mulheres acabam ganhando menos que homens, pois elas, em sua média, não possuem a mesma libido que os homens possuem, tendo assim, menos tendência à se envolverem profundamente em seu trabalho. E também por esse motivo, a maioria esmagadora de grandes personalidades da história são masculinas e por isso homens sempre foram mais cotados também para serviços insalubres e de alto risco.

Conforme as civilizações foram evoluindo, a ordem social e familiar se manteve dessa forma, durante as Idades: Antiga, Média e Moderna esse status teve pequenas modificações, mas nada que mudasse drasticamente esse cenário. É vital perceber que sociedades machistas ao longo dos tempos, se mantiveram por mais tempo e assim foram mais prósperas diante de outras. Simplesmente a natureza fazendo o seu trabalho. Porém socialistas perceberam que essa libido, que esse impulso e coragem presentes no comportamento masculino fomentam e solidificam o capitalismo na seguinte questão: o empreendedorismo. Para empreender, além de ter ideias visionárias e geniais e preciso ter coragem e determinação para chegarem em seus objetivos. Sem libido não há lucro num cenário de livre mercado, mas como o  fracassado socialismo marxista-leninista tentou sem sucesso coibir os capitalistas através de coerção estatal acabou jogando praticamente toda a economia soviética no mercado negro, já que nem a natureza e sua fúria foram capazes de domar os homens que dirá o estado -que é constituído de outros homens- não é mesmo? Assim outros socialistas mudaram a estratégia, já que não era possível minar o instinto masculino -agora desejando lucro- por meio de coerção, passaram a visar o ataque à masculinidade e tudo quanto ela representa.

Minando a economia por meio da moral

Como detentores da esmagadora parte da emissão de opinião no ocidente, os progressistas não atacam mais a propriedade privada dos meios de produção, -pois como Ludwig Von Mises comprovara, seria impossível a completa estatização dos mesmos sem sacrificar a racionalidade do mercado- mas passaram a atacar um espantalho, criado por eles mesmos intitulado machismo. Não o machismo como ele é de fato, mas o distorcendo. Fazendo-o parecer imoral e inaceitável, como o impulso da vida do homem, enquanto gênero, sempre fora o amor pela mulher, agora se diz que se você ama as mulheres de sua vida não se pode ser machista, não se pode mais exaltar e/ou reconhecer suas qualidades masculinas para poupar as vítimas -as mulheres- de tal opressão. Assim os homens em sua maioria abandonaram suas origens e aquilo que os faz homens de fato. Ora, mas essa não seria a saída perfeita contra a concorrência de mercado? images-5Desestimulando homens à entrarem nesse jogo, o mercado fica na mão dos amigos do rei estado. Assim mantendo o monopólio em suas mãos sem efetivamente controlar os meios de produção, usando assim as instituições para lobotomizar
nossos jovens, tornando-os efeminados, sem coragem, sem honra nem valor, usando o amor pela mulher contra eles mesmos, fazendo com que se tornem massa de manobra para uma engenharia social déspota, numa realidade distópica onde homens são tudo, menos homens, sem ânimo e moral para saírem de suas zonas de conforto em prol de suas famílias. Atacando o homem enquanto tal, eles não atacam só o gênero, mas com ele, tudo que o mesmo construiu, incluindo o capitalismo.

Por isso é errôneo pensar sociedade e economia separados, uma vez que estão intimamente ligados, se algo ataca nossos costumes e nossas tradições, automaticamente nossa economia -mesmo que por vias indiretas- será prejudicada por esse ataque. Defender machismo não é só por um bem moral, mas também social e econômico. Sem machismo “opressor”, sem civilização. Sem civilização, regredimos ao tempo das cavernas ou ao islã, o que sinceramente não faz muita diferença.

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